Edward Kenway ainda é o protagonista mais marcante de Assassin’s Creed: Black Flag
A trajetória do pirata mostra como Black Flag transformou distância da lore em uma de suas maiores forças narrativas.
Zetho Insider
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Edward Kenway segue como um dos protagonistas mais lembrados de Assassin’s Creed: Black Flag porque sua história começa longe do ideal clássico da Irmandade. Em vez de reverência ao Credo, ele age por interesse próprio, assume identidades e trata o conflito entre Assassinos e Templários como uma oportunidade de lucro.
Um herói em desacordo com o Credo
Logo no início, Kenway é apresentado como um homem impulsivo, ambicioso e pouco comprometido com qualquer causa maior. Após chegar ao Novo Mundo, ele mata o assassino Duncan Walpole, assume sua identidade e tenta lucrar com informações valiosas sobre esconderijos da Irmandade.
Essa introdução contrasta diretamente com figuras mais solenes da série, como Ezio Auditore. Enquanto outros protagonistas entram na ordem com senso de dever, Kenway vê o capuz como ferramenta, não como símbolo.
Por que isso funcionou tão bem em Black Flag
Em 2013, a série já carregava uma mitologia extensa e por vezes confusa. Nesse contexto, o protagonista de Assassin’s Creed: Black Flag se destacou justamente por não demonstrar paciência para os elementos mais densos da lore.
Essa postura combinava com a estrutura do jogo. Black Flag ampliava a sensação de liberdade no mundo aberto, permitindo navegar livremente, caçar tesouros, enfrentar navios mercantes e explorar o Caribe sem pressão constante da narrativa principal.
- Kenway representa a mentalidade pirata de Nassau: liberdade acima de dever.
- Sua distância do Credo refletia o cansaço de parte do público com a trama mais complexa da franquia.
- O formato aberto do jogo reforçava essa personalidade indisciplinada.
Uma evolução que dá peso à jornada
Com o passar dos anos retratados no jogo, Kenway começa a encarar as consequências de suas escolhas. A perda de pessoas próximas e o vazio deixado por sua busca por riqueza fazem com que ele reavalie sua vida e as ideias dos Assassinos.
Essa mudança é parte essencial do impacto do personagem. Ele não começa como herói idealizado, mas amadurece de forma gradual e convincente. Isso dá a Black Flag um arco dramático sólido, sem apagar o carisma rebelde que tornou Edward tão memorável.
No fim, a força de Kenway está justamente nessa contradição. Ele funciona tão bem porque entra em Assassin’s Creed como um estranho ao Credo, e é essa tensão que torna sua jornada uma das mais marcantes da série.
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