
Dan Houser diz que não existe jeito certo de jogar um mundo aberto
Cofundador da Rockstar defende a liberdade do jogador e destaca o valor da exploração em séries como GTA e Red Dead Redemption.
Zetho Insider
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Dan Houser, cofundador da Rockstar e roteirista de séries como Grand Theft Auto e Red Dead Redemption 2, afirmou durante um painel no Tribeca Festival 2026 que não vê problema se o jogador não chegar aos créditos, desde que aproveite o mundo criado pelo estúdio.
Segundo Houser, terminar a história é desejável, mas não é a única forma válida de aproveitar um game de mundo aberto. Para ele, o mais importante é que o jogador se divirta explorando, experimentando sistemas e interagindo livremente com o ambiente.
Liberdade do jogador acima de tudo
Houser explicou que, desde GTA 3, a Rockstar buscou fazer mais pessoas concluírem suas campanhas, mas reconhece que a decisão final sempre pertence ao público. Na visão dele, a magia desses jogos está menos no roteiro e mais nas possibilidades que surgem dentro do mundo aberto.
Ele destacou que ações simples, improvisadas e inesperadas costumam gerar os momentos mais marcantes. Por isso, a equipe não pode ser rígida sobre como cada pessoa escolhe jogar.
Easter eggs e sistemas que mantêm o mundo vivo
Lazlow, parceiro criativo de longa data de Houser, reforçou que a equipe sempre gostou de esconder segredos profundos nos jogos. Segundo ele, alguns mistérios levam anos para serem descobertos, como aconteceu recentemente com um enigma envolvendo teias em Red Dead Redemption 2.
Essa abordagem combina com a ideia de mundos abertos densos, feitos para incentivar curiosidade, experimentação e descoberta contínua, mesmo muito tempo após o lançamento.
A sátira da Rockstar e os novos projetos da Absurd Ventures
Lazlow também comentou a dificuldade de criar universos satíricos exagerados sem que a realidade alcance a ficção. Ele citou o trabalho de construção de marcas, anúncios, comerciais e personagens em GTA 5 como parte essencial da identidade desses mundos.
Fora da Rockstar, Houser e Lazlow seguem na Absurd Ventures. O estúdio já lançou projetos em quadrinhos, literatura e áudio, além de desenvolver um novo game AAA de ação e aventura em mundo aberto com temática sci-fi, publicado pela Smilegate.
As falas no Tribeca reforçam uma visão clara de Houser: em jogos de mundo aberto, a agência do jogador continua sendo a peça central da experiência.
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